Internação Tratamento   OBAM Ordem Beneficente de Ajuda Mutua

O sucesso do tratamento está diretamente relacionado ao conhecimento do processo da patologia, programa terapêutico adequado e equipe preparada para o atendimento, é necessário desenvolver e trabalhar programa de acordo com as necessidades que a patologia exige, de cada um; investigar possíveis comorbidades doenças psíquicas ou clínicas pré-existentes ou desenvolvidas com o uso de substâncias químicas como: hiperatividade, bipolaridade, depressão, transtornos, manias, fobias e etc.

Somos uma entidade voltada exclusivamente para a recuperação de dependentes químicos. Dispondo de equipe de profissional da mais alta capacidade,  temos como objetivo a recuperação completa do paciente. Isso se dá pela forma de tratamento praticada com o mesmo.

Mais do que um tratamento, nós oferecemos aos nossos pacientes, uma estrutura teológica  e  psicológica capaz de fazê-lo rever suas atitudes passadas e renovar seus conceitos de vida. Esses conceitos serão conduzidos de forma adequada pelo tratamento, estando apto a etapa final, sociologia, reintegração a sociedade, inclusive com formação, restauração e recuperação profissional.

Apos estar apto a reintegrar a sociedade, passamos para o programa de recuperação financeira.

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Os Princípios para a restauração:

O Sucesso do programa deve-se ao fato de que quem bebeu, usou drogas, tabaco, se perdeu em jogos.

ou sexo tem conhecimento e excepcional facilidade em ajudar pessoas nestas condições.

Esta é a simplicidade, quando um recuperado relata seu problema, descreve como está sua sobriedade.

O que encontram na OBAM e abordam a um provável ingressante a experimentar essa possibilidade.

O objetivo é a conscientizarão para a Maturidade visto que o vicio é resultado da imaturidade.

Admitir que é imaturo e impotente perante o vicio - que perdeu o domínio sobre a vida, abre portas para ajuda e intervenção de outras pessoas.

Quem se dispõe a admitir a derrota completa?  ninguém, a menos que se pare de lutar e se renda!

Todos os instintos naturais gritam contra a idéia da impotência pessoal. É verdadeiramente terrível admitir

que, com o vicio, temos convertido a mente numa tal obsessão que só um ato da Providência Divina pode removê-la.

Nenhuma outra forma de falência é igual a esta. O vicio, transformado em voraz devedor, individa-se até mesmo os que querem ajudar, nos esvazia de toda auto-suficiência e toda vontade de resistir às suas exigências. Uma vez que aceitamos este fato, nu e cru, nossa falência como seres humanos está completa.

Ao ingressar na OBAM, encaramos essa humilhação absoluta de uma maneira bem diferente.

Percebemos que só através da derrota total é que somos capazes de dar os primeiros Princípios em direção à libertação e ao poder. Nossa admissão de impotência pessoal acaba por tornar-se o leito da rocha firme sobre o qual poderão ser construídas vidas felizes e significativas.

Sabemos que pouca coisa de bom advirá a qualquer dependente que se torne membro de OBAM, sem aceitar a sua devastadora debilidade e todas as suas conseqüências. Até que se humilhe desta forma, sua sobriedade - se a tiver - será precária.

Da felicidade verdadeira, nada conhecerá. Comprovado por uma longa experiência, este é um dos fatos de vida da OBAM. O princípio de que não encontraremos qualquer força duradoura sem que antes aceitamos e admitamos a derrota completa.

2. Viemos a acreditar que um Poder Superior a nós mesmos poderia devolver-nos à sanidade.

A partir do momento que Admite este Principio, a maioria dos novos na OBAM enfrenta um dilema, às  vezes bastante sérias.

Quantas vezes os temos ouvido reclamar: “olhem o que vocês fizeram conosco. Convenceram-nos de que”.

 somos viciados e que nossas vidas são ingovernáveis. Havendo nos reduzido a um estado de desespero absoluto, agora nos informam que só um Poder Superior poderá resolver nossa obsessão. Alguns se recusam a acreditar em Deus, outros não conseguem acreditar, há aqueles que acreditam na existência de Deus, mas não confiam que Ele levará a cabo este milagre. E agora, para onde vamos?”“.

3. Decidi a entregar a vontade e a vida aos cuidados de um Poder Superior, na forma em que O concebi.

A prática é como abrir uma porta com oportunidades incomensuráveis. Tudo o que precisamos para abrir é a chave e a decisão de abrir. Existe uma só chave, A boa vontade. Uma vez usada à boa vontade, a porta se abre sozinha.  Olhando-se através dela, ver-se-á uma inscrição que diz: "Eis o caminho em direção a fé que funciona”.

Nos primeiros Princípios estivemos refletindo. Vimos que éramos impotentes perante o vicio, percebemos que alguma espécie de fé, mesmo que fosse só na OBAM., estava ao alcance de qualquer um.

Essas conclusões requereram ação e aceitação positiva, é só através de uma ação que conseguimos interromper a vontade própria que sempre impediu a entrada de um Poder Superior em nossas vidas.

A fé coletiva é necessária, fé isolada resulta em nada.

Pode até ter fé, e manter Deus dentro de nossas vidas.

O problema é descobrir como e por que meios específicos, deixar DEUS entrar.

Estes Princípios representa a primeira tentativa de alcançar isso. A eficácia do programa OBAM dependerá do quanto empenho e sinceridade tem em chegar à decisão de “entregar a vontade e vida aos cuidados”. de Deus, na forma que O concebe ““.

4. Fiz minucioso e destemido inventário moral.

A Criação nos deu os instintos por alguma razão. Sem eles não seríamos seres humanos completos.

Se não se esforçar a fim de se sentir seguro, conseguir alimento ou construir abrigo, não sobreviverá; se não hovesse a reprodução a Terra não seria povoada; se não existisse o instinto social, se não se interessassem pelo convívio com os semelhantes, não haveria sociedade. Estes desejos - relação sexual, segurança material, emocional, e companheirismo - são perfeitamente necessários, naturais e é dados por Deus.

Estes instintos, necessários a existência, as vezes, excedem funções específicas. Forte, cegamente e muitas vezes simultaneamente, nos impulsionam, dominam e insistem em dirigir nossas vidas.

Nossos anseios pelo sexo, segurança material, emocional, e posição social, nos tiranizam, martirizam e nos escravizam.

Se deturpados desta forma, os desejos naturais causam-lhe mais problemas do que felicidade. Nenhum ser humano, por melhor que seja, fica livre destas dificuldades. Todo problema emocional grave é considerado instintos deturpados. Quando isso acontece, nossas grandes qualidades naturais, os instintos, tornam-se problemas, empecilhos físicos e mentais.

Os Princípios representa o esforço enérgico e meticulosos para descobrir quais foram, e são, esses Obstáculos em cada um. Descobrir como, quando e onde nossos desejos naturais nos deformaram.

Olhar de frente a infelicidade que isto causou aos outros e a nós mesmos e descobrindo as deformidades emocionais, pode nos encaminhar em direção à correção delas.

Sem esforço voluntário e persistente para lograr isso, haverá pouca sobriedade e felicidade.

Sem um minucioso e destemido inventário moral, a maioria verifica que a fé real que funciona na vida diária permanece

fora de alcance.

5. Admitir perante o Poder Superior, perante nós e outros, a natureza exata das falhas.

Os Princípios da OBAM nos pedem para atuar em sentido contrário aos desejos naturais que desinflam o ego.

São duros de aceitar. É necessário à obtenção da sobriedade prolongada e à paz de espírito.

A experiência da OBAM nos indica que não podemos viver com insistentes problemas e os defeitos de caráter que os causam e agravam. Passado os Princípios sobre a vida, e se ele tiver realçado aquelas experiências que preferimos não lembrar, se chegamos a aprender como os pensamentos e as ações erradas feriram a nós e a outrem, se toma imperativo destruir esses fantasmas torturantes

É preciso falar com alguém a esse respeito. Tão intensos, é o medo, as vezes humilhação e a relutância de fazê-lo que, ao início, muitos OrdemISTAS tentam retornar. Procuramos maneira fácil que consiste na admissão ampla e quase indolorosa de que, quando, éramos viciados, às vezes, outras pessoas viciadas ou mal intencionadas, compartilhavam do nosso comportamento e sentimento, e em todo caso, muitos já conhecem; Mas, das coisas que nos aborrecem, afligem e marcam, nada dizemos. Certas lembranças penosas e aflitivas, dizemos para nós mesmos, não devem ser compartilhadas com ninguém. Essas serão nosso segredo. Ninguém deve saber. Esperamos levá-las conosco para a sepultura.

Se a experiência da OBAM serve para algo, ela nos diz que a esse procedimento, não só falta critério, como também, é uma resolução perigosa. Poucas atitudes atrapalhadas causaram mais problemas do que recusar-se a praticar os Princípios . Alguns são incapazes de permanecer sóbrias, outras recairão periodicamente enquanto não fizerem uma verdadeira "limpeza da casa". (O templo do Espírito Santo.)

 6. Prontificamo-nos inteiramente a deixar que Deus removesse todos esses defeitos de caráter.

"Este é o Principio que separa os adultos dos adolescentes ..." maturidade e imaturidade.

Eis o que declara um clérigo muito querido que, por sinal, é um dos melhores amigos da OBAM. Ele prossegue para explicar que qualquer pessoa cheia de disposição e honestidade suficientes para, repetidamente, experimentar os Princípios com respeito a todos seus defeitos - em absoluto sem qualquer reserva - tem andado um bom pedaço no campo espiritual e merece ser chamado de santo que está sinceramente empenhado em crescer à imagem e semelhança do Criador.

É discutida a pergunta sobre se Deus pode - e quer, sob certas condições - remover os defeitos de caráter, será respondida afirmativamente pela quase totalidade dos membros da OBAM para eles, esta proposição não será teoria; é uma das maiores realidades de suas vidas. oferecerão suas provas em exposição semelhante a esta: "É claro, estava vencido, completamente derrotado. Minha própria força de vontade simplesmente não funcionava no caso do vicio. Mudanças de ambiente, os melhores esforços de parentes, amigos, médicos e clérigos nada adiantaram no caso. Simplesmente não conseguia parar,

Ninguém, parecia ter a capacidade de me ajudar. quando me dispus a “limpar a casa” a me AJUDAR-SE e, roguei a um Poder Superior, Deus, como eu o compreendia, que me libertasse, minha obsessão sumiu. Simplesmente foi arrancada de mim”.

7. Humildemente rogamos a Ele que nos livrasse de nossas imperfeições.

Já que este Principio trata tão especificamente da humildade, deveríamos fazer uma pausa para pensar

sobre o que é a humildade e o que a sua prática poderá significar.

conseguir maior humildade é o princípio fundamental de cada um dos Princípios da OBAM, sem um certo grau de humildade, nenhum dependente ou viciado poderá permanecer sóbrio.

Todos os OrdemISTAS descobriram que sem desenvolver esta preciosa virtude - a humildade - além do estritamente necessário à sobriedade, não terão muita probabilidade de serem felizes.

Sem ela, não podem viver uma vida de muita utilidade ou, com os contratempos, convocar a fé que enfrenta qualquer emergência.

A humildade, como palavra e ideal, tem p

assado bem mal em nosso mundo, não só é mal entendida a

idéia, mas, freqüentemente a palavra em si desagrada profundamente. Muitos não praticam, mesmo

ligeiramente, a humildade como um modo de vida. Uma boa parte da conversa cotidiana que ouvimos, e

muito do que lemos, salienta o orgulho que temos das realizações.

Com grande inteligência, a ciência vêm forçando a natureza a revelar seus segredos. Os imensos recursos

que atualmente podem ser utilizados prometem tamanha quantidade de bens e confortos materiais que

muitos chegaram a acreditar que chegaremos a desfrutar o milênio.

A pobreza desaparecerá, e haverá tanta abundância que todos, amplamente garantidos, terão realizados

todos os seus desejos.

Em teoria parece ser assim: uma vez satisfeitos os instintos primários de todos, pouca coisa restará que

possa levá-los à discórdia. Então, o mundo se tornará feliz e livre para concentrar-se no desenvolvimento

da cultura e do caráter. Apenas com sua própria inteligência e esforço, os homens terão construído seu

próprio destino.

Certamente nenhum viciado e nenhum membro da OBAM quer condenar os avanços materiais. Nem

entramos em debate com muita gente que ainda se agarra com tanta paixão à crença de que satisfazer os desejos básicos é o objetivo principal da vida.  estamos convencidos de que nenhuma classe de pessoas

no mundo jamais se atrapalhou tanto tentando viver segundo tal pensamento.

Há milhares de anos vivemos querendo mais do que a nossa parcela de segurança, prestígio e romance.

Quando obtém êxito, é fácil viver sonhos ainda maiores e sem humildade, abre-se portas ao vicio, quando frustrados, mesmo um pouco, escancaramos portas até o esquecimento.

Nunca havia o suficiente daquilo que julgávamos querer. Em todos esses empenhos, muitos dos quais

bem intencionados, ficamos paralisados pela nossa falta de humildade. Havia nos faltado a perspectiva

para enxergar que o aperfeiçoamento do caráter e os valores espirituais deveriam vir primeiro e que as satisfações materiais não constituíam o propósito da vida. De forma bem caracterizada, havíamos

confundido os fins com os meios. Ao invés de considerar a satisfação de nossos desejos materiais como

meios pelos quais podíamos viver e funcionar como humanos, entendemos que estas satisfações

constituíam a única finalidade e objetivo da vida.

A maioria considera desejável um bom caráter, mais como algo de que se iria necessitar para estar

satisfeito consigo mesmo.

8. Fiz relação das pessoas a quem tínhamos prejudicado e nos dispusemos a reparar os danos a elas causados.

Os Princípios se preocupam com as relações pessoais, progresso e prosperidade.

Primeiro, olhamos para o passado e tentamos descobrir onde erramos; fazemos enérgica tentativa de

reparar os danos que tínhamos causado; havendo limpado o entulho do passado, consideramos que

com o novo conhecimento de nós mesmos, podemos desenvolver as melhores relações possíveis com

todas as pessoas que conhecemos.

Eis uma incumbência difícil. É uma tarefa que podemos realizar com crescente habilidade, sem concluí-la. Aprender a viver em paz, companheirismo e fraternidade com todos, é uma aventura comovente e

fascinante. Todo OrdemISTA acabou descobrindo que pouco pode progredir nesta nova aventura de viver

sem antes voltar atrás e fazer, exame acurado e impiedoso dos destroços humanos que tenha deixado

 Até certo ponto, tal exame já foi feito quando fez o inventário moral, mas agora chegou à hora em que

deveria redobrar esforços para ver quantas pessoas feriu e de que forma. Esta reabertura das feridas

emocionais, algumas velhas, outras esquecidas sangrentas e dolorosas, dará a impressão, à primeira vista,

de ser operação desnecessária e sem propósito. Mas se for reiniciada com boa vontade, as grandes

vantagens desse proceder vão se revelando tão rapidamente que a dor irá diminuindo à medida que os obstáculos, um a um, forem desaparecendo.

Tais obstáculos são muito reais. O primeiro e um dos mais difíceis, diz respeito ao perdão.

Desde o momento em que examinamos um desentendimento com outra pessoa, nossas emoções se

 colocam na defensiva. Evitando encarar as ofensas que temos dirigido a outro, costumamos salientar,

com ressentimento, as afrontas que ele nos tem feito. Isto acontece especialmente quando ele, de fato,

tenha se comportado mal.

Triunfalmente nos agarramos à sua má conduta como a desculpa perfeita para minimizar ou esquecer a

Nossa má conduta.

Devemos, a essa altura, nos deter imediatamente. Não faz sentido um autêntico maltrapilho rir-se do esfarrapado.

os viciados não são os únicos afligidos por emoções doentias. quando influenciados, nosso comportamento

 agrava os defeitos dos outros. Repetidamente abusamos da paciência de nossos melhores amigos a

ponto de esgotá-los, e despertamos as piores reações naqueles que, desde o início, não gostaram de nós.

 Em muitos casos estamos, na realidade, em frente à co-sofredores, pessoas que tiveram suas desditas aumentadas pela nossa contribuição.

Se estamos a ponto de pedir perdão para nós mesmos, por que não começar por perdoar a todos eles?

Ao fazer a relação das pessoas às quais prejudicamos, a maioria de nós depara com outro resistente

obstáculo. Sofremos um choque grave quando nos damos conta que estávamos preparando a admissão

de nossa conduta desastrosa cara a cara perante aqueles que havíamos tratado mal. Já foi bastante embaraçoso, quando em confiança, havíamos admitido estas coisas perante Deus, nós mesmos e outro

ser humano. a perspectiva de chegar a visitar ou mesmo escrever às pessoas envolvidas, é difícil,

sobretudo quando lembrávamos a desaprovação com que a maioria delas nos encarava. Há casos em que havíamos prejudicado certas pessoas que, felizmente, ainda desconheciam que haviam sido

prejudicadas.

Por que, lamentávamos, não esquecer o que se Principiou? Por que devemos considerar até essas

pessoas? Estas eram algumas das maneiras em que o medo conspirava com o orgulho para impedir que fizéssemos uma relação de todas as pessoas às quais tínhamos prejudicado. Alguns tropeçaram em um obstáculo bem diferente. Apegamo-nos à tese de que, quando viciados, nunca ferimos alguém, exceto

nós mesmos. Nossas famílias não sofreram porque sempre pagamos as contas e raramente viciamos em

casa. Nossos colegas de trabalho não foram prejudicados, porque comparecíamos ao trabalho e alguns

deles nos compartilhavam no vicio.

Nossa reputação não havia sofrido, porque estávamos certos de que poucos sabiam de nossas

Paradas e aqueles que sabiam nos asseguravam, que uma boa farra, não passava de uma falha de um

bom sujeito. Que mal havíamos cometido. Certamente nada que não pudéssemos consertar com algumas desculpas banais.

É claro que esta atitude é o resultado final do esquecimento forçado. É uma atitude que só pode ser

 mudada por uma busca profunda e honesta das motivações e ações.

Embora em alguns casos não possamos fazer reparação alguma, e em outros o adiamento da ação seja preferível, devemos fazer exame acurado, real e exaustivo da maneira pela qual nossa vida passada

afetou as outras pessoas. Em muitas instâncias descobriremos que, mesmo que o dano causado aos

outro não tenha sido grande, o dano emocional que causamos a nós foi enorme. Embora, às vezes,

totalmente esquecidos, os conflitos emocionais que nos prejudicaram se ocultam e permanecem, em lugar profundo, abaixo do nível da consciência.

9. Fiz reparações diretas dos danos causadas as pessoas, sempre que possível, salvo quando

fazê-las significasse prejudicá-las ou a outrem.

Bom-senso, um cuidadoso sentido de escolha do momento, coragem e prudência - eis as qualidades que precisamos ter quando praticamos os Princípios.

Após haver elaborado a relação das pessoas as quais prejudicamos, refletido bem sobre cada caso

específico e procurado nos imbuir do propósito correto para agir, veremos que o reparo dos danos

causados divide em várias classes aqueles aos quais nos devemos dirigir. Haverá os que deverão ter preferências, tão logo estejamos razoavelmente confiantes em poder manter nossa sobriedade.

Haverá aqueles aos quais podemos fazer reparação parcial, para que revelações completas não façam

a eles e a outros mais danos do que reparos. Haverá outros casos em que a ação deverá ser adiada,

e ainda outros em que, pela própria natureza da situação, jamais podemos fazer contato pessoal direto.

A maioria começa a fazer certos tipos de reparos a partir do dia em que torna membros.

Desde o momento que diz a famílias que verdadeiramente pretendemos adotar o programa, o processo

se inicia. Nesta área, existirá o problema de escolher o momento ou ter cautela. Queremos entrar pela

porta gritando as boas novas. Após voltar das primeiras reuniões ou após haver terminado, queremos nos

sentar com algum membro da família e admitir, de uma vez, os prejuízos que temos causado.

Queremos ir mais longe e admitir outros defeitos que fizeram com que fosse difícil viver conosco. Esse

será um momento bem diferente e em grande contraste com aquelas manhãs de ressaca, abstinência em

que oscilamos entre insultar a nós mesmos e culpar a família e outros pelos nossos infortúnios. Nesta

sessão, basta fazer admissão geral dos nossos defeitos. Poderá ser pouco prudente, a esta altura,

reviver episódios angustiantes. O bom-senso sugere calma.

Embora possamos estar inteiramente dispostos a revelar o pior, precisamos nos lembrar que não

podemos comprar paz de espírito à custa dos outros. O mesmo procedimento se aplicará no emprego ou

onde vivemos.

Logo pensaremos em algumas pessoas que conhecem bem nossa maneira de agir e que foram as mais

afetadas.

precisamos usar de discrição. por algumas semanas ou mais. desejamos estar razoavelmente seguros de

que estamos firmes no programa da OBAM. estaremos prontos para procurar estas pessoas, dizer-lhes o

que é a OBAM e o que estamos tentando fazer. Isso explicado podemos admitir livremente os danos que causamos e pedir desculpas. Podemos pagar as obrigações financeiras ou outras, que tivermos.

A recepção generosa da maioria das pessoas perante tal sinceridade freqüentemente nos assombrará.

Até nossos mais severos e justificados críticos, nos acolherão bem na primeira tentativa.

10. Continuamos fazendo o inventário pessoal e quando estávamos errados, nós o admitíamos prontamente.

Quando vamos praticando os Princípios, estamos nos preparando para a aventura de uma nova vida.

ao aproximarmos dos Princípios, começamos a nos submeter à maneira de viver da OBAM., dia após dia,

em tempo bom ou mau.

vem à prova decisiva: podemos permanecer sóbrios, manter nosso equilíbrio emocional e viver utilmente

sob quaisquer condições?

Uma olhada contínua sobre nossas qualidades e defeitos e o firme propósito de aprender e crescer por

esta forma são necessidades. aprendemos isso de maneira difícil. Em todos os tempos e lugares, pessoas

mais experientes adotaram a prática do auto-exame e da crítica impiedosa. Os sábios sempre souberam

que alguém só consegue fazer alguma coisa de sua vida depois que o exame de si mesmo venha a se

tornar hábito regular, admita e aceite o que encontre e tente corrigir o que lhe pareça errado, com

paciência e perseverança.

Um ébrio não pode viver bem hoje se está com uma terrível ressaca ou abstinência, resultante do excesso

Ingerido aspirado.  existe outro tipo de ressaca que todos experimentamos, É a ressaca emocional, fruto

direto do acúmulo de emoções negativas sofridas e o rancor, o medo, o ciúme e outras semelhantes. Se

quer viver serenamente tem que eliminar estas ressacas. Isto não quer dizer que devamos perambular morbidamente pelo passado. Requer a admissão e correção dos erros agora. No inventário podemos pôr

 em ordem o passado. Feito isso, nos tornamos capazes de deixá-lo para trás. Se nosso balanço é feito

com cuidado e se tivermos obtido paz conosco mesmo, segue-se à convicção de que os desafios do

 amanhã poderão ser encarados à medida que se apresentem.

Embora todos os inventários, em princípio, sejam iguais, a ocasião os faz diferentes. Há o "relâmpago”,

feito a qualquer hora, toda vez em que nos encontremos enredados. Existe o do fim de cada jornada,

quando revisamos os acontecimentos das últimas vinte e quatro horas. É neste verdadeiro balancete diário

que creditamos a nosso favor ou debitamos contra nós as coisas que julgamos bem ou mal feitas.

De tempo em tempo, surgem às ocasiões em que, só ou assessorados pelos padrinhos ou conselheiros,

fazemos a revisão atenta de nosso progresso durante a última etapa. Muitos OrdemISTA costumam fazer

"limpeza geral" em cada ano ou período de seis meses. Outros preferem a experiência de um retiro, onde isolados do mundo exterior, calma e tranqüilamente, podem proceder à auto-revisão e à meditação sobre os resultados.

11. Procuramos, através da prece e da meditação, melhorar nosso contato consciente com Deus,

na forma em que O concebíamos, rogando o conhecimento de Sua vontade em relação a nós,

e forças para realizar essa vontade.

A oração e a meditação são meios principais de contato consciente com Deus.
Nós OrdemISTAS somos pessoas ativas, desfrutando a satisfação de lidar com as realidades da vida, geralmente pela primeira vez em nossas vidas, tentando denodadamente ajudar o primeiro viciado que

 aparecer. não é de estranhar que, façamos pouco caso da meditação e da oração séria como não sendo

coisas de real necessidade. chegamos a considerá-las como algo que possa nos ajudar a enfrentar uma

emergência, mas, a princípio, muitos dentre nós são capazes de entendê-las como expressão de um

Dom misterioso dos religiosos, do qual podemos esperar qualquer benefício de Segunda mão. É possível

que não acreditemos em nada destas coisas.
Para certos ingressantes e aqueles antigos agnósticos que ainda se apegam ao grupo da OBAM como

sua “força superior”, as afirmações sobre o poder da oração, apesar de toda a lógica e a experiência que

a comprovam, podem não convencer e até desagradar bastante. Aqueles entre nós que uma vez já se

sentiram assim, certamente podem Ter por eles simpatia e compreensão. Recordamo-nos muito bem da

revolta que se levantava em nosso íntimo contra a idéia de genuflexão perante qualquer Deus. Outros,

usando lógica convincente, “provavam” a não existência de Deus. E os acidentes, a doença, a crueldade e a injustiça do mundo? E todas essas criaturas infelizes, resultados diretos da pobreza e de um conjunto de

circunstâncias incontroláveis? À vista desses fatos, não poderia haver justiça e, qualquer Deus.
Às vezes, argumentávamos de outra maneira. Está certo, nos dizíamos, a galinha provavelmente veio

antes do ovo. o universo teve algum tipo de “origem primeira”; o Deus do átomo, quem sabe, se transforma

em frio e calor. Mas não havia indicação alguma da existência de um Deus que conhecia e se interessava

pelos homens. Gostávamos da OBAM e não hesitávamos em dizer que operava milagres. ante a meditação

e a oração, sentíamos o mesmo retraimento do cientista que se recusava a realizar certa experiência por

temor de Ter que derrubar sua teoria predileta. É claro que no fim resolvemos experimentar e, quando

surgiram resultados inesperados, nós vimos às coisas diferentes; sentimos de forma diferente e acOrdemos

capitulando totalmente diante da meditação e da oração. E isso, descobrimos, pode acontecer com qualquer

 pessoa que experimente. Acertou quem disse que “os chacoteadores da oração são, quase sempre,

aqueles que não a experimentaram devidamente “.
12. Tendo experimentado um despertar espiritual, graças a estes Princípios, procuramos

transmitir esta mensagem aos viciados e praticar estes princípios em todas as nossas atividades.

Nos Princípios da OBAM., o prazer de viver é o tema e a ação sua palavra chave. Chegou à oportunidade de voltarmos para fora em direção de nossos companheiros ainda aflitos.

Nessa altura, estamos experimentando o dar pelo dar, isto é, nada pedindo em troca. Agora começamos a praticar os Princípios em nossa vida diária para que possamos todos, nós e as

 pessoas que nos cercam, encontrar a sobriedade emocional. Quando conseguimos ver em que

 os Princípios implica, vemos que se trata do amor que não tem preço.
Estes Princípios também nos diz que, como resultado das práticas, cada um foi descobrindo

algo que se pode chamar de “despertar espiritual”. Para os OrdemISTAS novos, este estado de

coisas pode parecer dúbio ou improvável. Eles perguntam: Que querem dizer quando falam em “despertar espiritual?” ·
É possível que haja uma definição de despertar espiritual para cada pessoa que o tenha experimentado.  os casos autênticos, têm algo comum entre si. Estas coisas comuns entre eles

são de fácil compreensão. Quando alguem experimenta um despertar espiritual, o significado

 mais importante disso é que se torna capaz de fazer, sentir e acreditar em coisas como antes

não podia, quando dispunha apenas de seus próprios recursos desassistidos. A dádiva recebida consiste em um novo estado de consciência e uma nova maneira de ser. Um novo caminho lhe

foi indicado, conduzindo-o a um lugar determinado, onde a vida não é um beco sem saída, nem

 algo a ser suportado ou dominado. Foi transformado em um sentido real, lançou mão de uma

fonte de força que, de um modo ou de outro, havia negado a si próprio até aqui. Encontrou-se possuindo um grau de honestidade, tolerância, dedicação, paz de espírito e amor, dos quais se supunha totalmente incapaz. O que recebeu foi um presente de graça, pelo menos em uma pequena medida, tornou-se pronto para recebê-lo.

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